No dia 19 de outubro de 2007, no 2º semestre do curso de graduação em Pedagogia, redigi um texto para a disciplina de ECPP, intitulado “As relações com o mundo nos propiciam aprendizagens”. Nele, afirmava que a aprendizagem ocorria em qualquer lugar bastava a interação e grau de significação para o sujeito. Continuo concordando com minha afirmação, que deveria estar ligada há algum texto desta interdisciplina, porém como o texto estava bastante informal, sem constar referencias bibliográficas e evidências do que afirmei, fico confusa sobre onde busquei embasamento teórico.
Hoje buscaria na teoria sócio-interacionista de Vygótski um complemento para tal afirmação. O conhecimento se dá através das interações sociais entre os sujeitos. A psicologia sócio-histórica, que tem como base a teoria de Vygotsky, concebe o desenvolvimento humano a partir das relações sociais que a pessoa estabelece no decorrer da vida. Desenvolvimento e aprendizagem são processos que se influenciam reciprocamente, de modo que, quanto mais aprendizagem, mais desenvolvimento. Nesse referencial, o processo de ensino-aprendizagem também se constitui dentro de interações que vão se dando nos diversos contextos sociais.
A sala de aula deve ser considerada um lugar privilegiado de sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber.
"Quando imaginamos uma sala de aula em um processo interativo, estamos acreditando que todos terão possibilidade de falar, levantar suas hipóteses e nas negociações, chegar a conclusões que ajudem o aluno a se perceber parte de um processo dinâmico de construção."
Fernando Becker em “ Modelos Pedagógicos e modelos epistemológicos”, tráz três concepções para representar a sala de aula. “Pedagogia diretiva”, “Pedagogia não diretiva” e “Pedagogia relacional”. A primeira nos remete ao modelo de educação tradicional empírica, em que o professor que crê que consegue transmitir o conhecimento e o aluno aprender.
A Segunda, “Pedagogia não diretiva”, é complicada de imaginar, pois mostra o professor como um agente facilitador que auxiliará o aluno a trazer a tona sua consciência e assim gerar o conhecimento. Uma visão apriorista do processo de ensino e aprendizagem.
E a terceira, seria a própria educação sócio-interacionista, denominada por Becker como “Pedagogia relacional”. Nesta, podemos exemplificar através da prática docente em si, desde o planejamento das atividades e recursos a serem escolhidos.
Dada a realidade em que a turma se enquadra, o professor avalia materiais que possam ser adequados a faixa etária em que a turma se encaixa, e o grau de significado que o mesmo trará para o desenvolvimento pleno dos alunos.
O professor permite que o aluno explore e experimente, observando a reação dos alunos frente às problematizações, a curiosidade e hipóteses e questionamentos levantadas pelos mesmos, ritmando a aula, oferecendo tarefas diversificadas para que o aluno sistematize o que consolidou.
1 comentários:
Gabriela
Boa sua reflexão, percebe-se seu empenho ao aperfeiçoamento e participo da mesma teoria de aprendizagem embasada em VygostskY em minhas aulas.
Abraços
Rosangela
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