Em 22 de outubro de 2009, redigi um texto para a interdisciplina de Linguagem e educação referente às histórias contadas pelas crianças, “o mundo do faz de conta”, baseada na leitura do texto de Thaís Gurgel: “Tem um monstro no meio da história” (In: Revista Nova Escola. Agosto 2009).
Sobre a postagem fui indagada sobre minha prática enquanto educadora que evidenciasse meus argumentos referente à postagem. Para responder busquei em minha experiência enquanto mãe:
“Tenho minha filha de 4 anos que vive contando e inventando histórias, ao ler o texto da autora logo pude notar várias características desta fase em minha menina. Como educadora percebo nas crianças que o lúdico e o faz de conta ainda trilham um longo caminho quando a criança traz a motivação de casa, porém noto nas crianças mais carentes que logo as brincadeiras com a imaginação ficam para traz no momento em que elas começam a ajudar os pais em casa, infelizmente, ou nas famílias que a realidade não é tão favorecida quanto a de minha filha que tem bastante contato com livros, gibis, filmezinhos educativos...”
Sou professora há muitos anos, mas ainda não tive a oportunidade de ter contato com a Educação infantil. Embora para mim, não tenha sido difícil compreender o propósito do texto e do assunto em si, porque tenho uma criança pequena em casa, e como aluna também busco solidificar minhas aprendizagens buscando referência em minhas práticas. Ouço comentários de que há municípios que disponibilizam contratos aos estagiários do curso de magistério (que ainda não se formaram) e do ENSINO MÉDIO, para atuarem na educação infantil como auxiliares. É fato que a experiência, para estes profissionais que tem vocação, conta e acrescenta muito no futuro de sua profissão, mas e para quem não tem? Evidentemente, há estagiários que se identificam com a função e acabam optando pelo caminho da educação, e apoio a iniciativa de dar oportunidade aos jovens, mas bem mais que isso, penso que a educação é algo muito sério e que deveria ser investido em profissionais com formação. Acredito que isto faz a diferença e qualifica o processo em si.
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