quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sobre o TCC... minhas considerações finais

Somos carentes de uma consciência crítica e ela é base para nos levar a novas oportunidades, questionar e perceber novos rumos a serem percorridos na elaboração de uma prática pedagógica mais humana, libertadora, que por ser dialética nos faz abandonar a rotina. Fugir da rotina é trabalhoso, traz inquietações que muitas vezes camuflamos, em nome de uma “autoridade” e “segurança”, isto porque a rotina é previsível, mas também é desgastante, pois inibe o surgimento de novas possibilidades. Não esqueçamos que a humildade e nossos erros nos conduzem a trilhar novos caminhos, e que inúmeras possibilidades se apresentarão e teremos então a liberdade de escolha.
O expressivo período de contato com a realidade educacional, através da inserção no contexto escolar e a atuação em sala de aula, inevitavelmente, provocou em mim, embora já professora há muitos anos, reflexões e, conseqüentes mudanças de opinião acerca das minhas motivações pessoais e profissionais. Lendo e revendo meu diário de classe trabalhado durante o estágio, penso que poderia ter alterado algumas coisas e reflito sobre o que trouxe para os alunos, o que eles aprenderam de fato, e se isso foi significativo para os mesmos.
As crianças precisam escrever, ler, realizar as atividades manuais, tatear, brincar e se relacionar com os colegas, pensar.
Ser responsável na função de professora nos remete a análise das próprias ações no direcionamento do processo de aprendizagem do educando e nos possibilita refletir sobre questões como: Por quê meu aluno não aprende? A minha metodologia está adequada para a modalidade de aprendizagem dele? O que ensino está de acordo com a sua realidade? Estou dando-lhe atenção como espera e necessita?
“De nada vale inovar, criar, sugerir, inventar se essas ações não conduzirem à aprendizagem consciente, consequente, e, portanto, significativa”. (ANTUNES, 2004, p. 33-35)

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